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LEITURA DELEITE: A Moça das Pérolas

Atualizado: 13 de out.


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🌊 A Moça das Pérolas


Era uma vez uma mulher que tinha dois filhos: um rapaz, que era marinheiro, e uma moça, que morava com ela. Quando a mãe sentiu que seus dias estavam chegando ao fim, chamou a filha e disse com voz suave:


— Minha querida, tudo o que posso deixar para você é esta toalha e este pente. Use-os sempre e lembre-se de mim.


A jovem guardou o presente com carinho. Depois que a mãe morreu, ela passou a se enxugar todos os dias com a toalha e a se pentear com o pente. E, todas as vezes que fazia isso, acontecia algo mágico: pérolas brilhantes surgiam em sua pele e em seus cabelos, como se a bondade da mãe tivesse virado encanto.


Quando o irmão voltou de viagem e viu as pérolas, ficou maravilhado. Recolheu-as cuidadosamente para vendê-las no próximo porto.


Alguns dias depois, o marinheiro viajou para terras distantes e vendeu as joias ao rei. Encantado com o brilho das pérolas, o soberano quis saber de onde vinham. O rapaz contou tudo — sobre a mãe, a irmã e o poder mágico do pente e da toalha.


— Quero conhecer sua irmã — disse o rei. — Se o que você diz for verdade, casarei com ela. Mas se for mentira… você pagará com a própria vida!


O marinheiro ainda navegou por um tempo antes de conseguir voltar e contar à irmã o que o rei havia dito. A moça ficou radiante com a notícia.


— Imagine só! Eu, uma rainha! — exclamou, correndo para contar à vizinha, sem saber que ela era uma bruxa.


A vizinha fingiu alegria e respondeu:


— Que maravilha! Minha filha e eu vamos sentir tanta falta de você... Por que não nos leva junto para o palácio?


A moça, de coração bondoso, concordou. As três embarcaram rumo ao reino distante.


Durante a viagem, a bruxa preparou uma poção terrível e, sorrateiramente, deu à moça. Bastou um gole, e o coração da jovem parou de bater.


Desesperado, o marinheiro chorou tanto que o mar parecia chorar com ele. Sem saber o que fazer, sepultou a irmã nas águas profundas.


— Se eu chegar ao reino sem ela, o rei vai me matar — lamentou-se.


Mas a vizinha, cobiçosa, retrucou:


— Ora, não seja tolo! Vamos dizer que minha filha é a sua irmã. O rei jamais vai perceber.


O marinheiro, tomado pela tristeza e pelo medo, acabou cedendo.


Chegando ao palácio, ele apresentou a falsa irmã ao rei.


— Majestade, aqui está minha irmã, como prometi.


O rei olhou com desconfiança.


— Muito bem. Mas, antes de falarmos em casamento, quero ver as pérolas surgirem de seus cabelos.


A moça impostora pegou o pente e começou a se pentear. Em vez de pérolas, uma chuva de caspas caiu sobre o tapete real.


O rei ficou furioso.


— Prendam esse mentiroso! — ordenou. — Ele será executado!


Enquanto isso, o cozinheiro do palácio saiu para pescar e encontrou uma baleia morta boiando no mar. Quando se aproximou, ouviu uma voz fraca pedindo socorro. Espantado, abriu a barriga do animal e, para seu espanto, de lá saiu uma linda jovem — viva, mas fraca. Era a verdadeira irmã do marinheiro!


Ela contou toda a história, e o cozinheiro, surpreso, a levou para o palácio, escondendo-a num quartinho secreto.


Dias depois, a moça olhava pela janela quando viu Pingo, o cachorrinho do irmão, passando pelo jardim.


— Pingo, como está meu irmão? — perguntou.


— Está preso, esperando o dia da execução — respondeu o cachorrinho, abanando o rabo tristemente.


A moça implorou ao cozinheiro que contasse tudo ao rei. No dia seguinte, o rei e o cozinheiro se esconderam e esperaram. Quando o cachorrinho passou novamente, ouviram a voz doce da jovem:


— E meu irmão, Pingo?


— Vai morrer hoje… — respondeu o animal.


Nesse instante, o rei entrou no quarto.


— Quero ver você se pentear com o pente de sua mãe — disse ele.


A moça obedeceu, e de seus cabelos caíram dezenas de pérolas reluzentes, espalhando luz por todo o salão.


O rei então percebeu a verdade: abraçou a jovem, pediu sua mão em casamento e mandou libertar o marinheiro.


Quanto à bruxa e à filha invejosa… o rei ordenou que fossem punidas, para que nunca mais enganassem ninguém.


E assim, a moça das pérolas viveu feliz, cercada de amor e de brilho — o mesmo brilho puro que vinha do coração de sua mãe.



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